7 de maio de 2026
O mercado imobiliário brasileiro segue aquecido em 2026, principalmente no segmento econômico impulsionado pelo programa Minha Casa Minha Vida (MCMV). Um novo levantamento da FGV/Ibre mostra que o otimismo entre construtoras e incorporadoras mais do que dobrou nos últimos meses, refletindo o aumento da demanda por imóveis populares em todo o país.
Ao mesmo tempo, o setor começa a enfrentar um novo desafio: o avanço dos custos de mão de obra e materiais de construção, pressionados pelo cenário econômico global e pela alta do INCC. Segundo dados da FGV/Ibre, 51,3% das construtoras que atuam no Minha Casa Minha Vida acreditam em aumento da demanda nos próximos meses. Em setembro de 2025, esse percentual era de apenas 23,2%. O crescimento mostra como o programa segue sendo o principal motor do mercado imobiliário brasileiro, sustentando: lançamentos de imóveis populares aumento nas vendas expansão do crédito habitacional retomada de novos projetos O avanço acontece em meio às novas regras do MCMV implementadas em 2026, que ampliaram: o teto de renda familiar o valor máximo dos imóveis financiáveis o alcance da Faixa 4 Nos últimos dias, entidades do setor como Abrainc e CBIC reforçaram que o programa deve continuar liderando o crescimento imobiliário ao longo do ano, principalmente nas cidades médias do interior e regiões metropolitanas. Além da expectativa de aumento da demanda, a percepção sobre a situação atual das empresas também melhorou. Dados da pesquisa apontam que: 27,4% das empresas afirmam estar em boa situação atualmente apenas 11,6% relatam cenário ruim Em 2025, os números eram praticamente invertidos. O cenário positivo está diretamente ligado à combinação entre: maior procura por imóveis populares ampliação do crédito imobiliário fortalecimento do Minha Casa Minha Vida demanda reprimida por moradia Apesar do otimismo, os custos da construção civil voltaram ao centro das atenções em 2026. Segundo o levantamento da FGV/Ibre: a preocupação com mão de obra subiu de 20,9% para 29,7% os custos de materiais passaram de 11,8% para 19,1% O aumento é impulsionado principalmente por: inflação da construção civil alta do cimento, PVC e aço aumento dos combustíveis escassez de mão de obra especializada Nos últimos dias, novos relatórios do setor indicaram pressão adicional no INCC, principalmente após oscilações no petróleo e no dólar provocadas pelas tensões no Oriente Médio. Especialistas da FGV alertam que o cenário internacional pode elevar ainda mais o Índice Nacional da Construção Civil (INCC-M) em 2026. A projeção atual indica que o índice pode fechar o ano próximo de 9,72%. Esse dado impacta diretamente: imóveis na planta contratos corrigidos pelo INCC custos das obras orçamento das construtoras Na prática, compradores de imóveis em construção podem sentir reajustes maiores nas parcelas durante a execução da obra. Mesmo com os desafios, o segmento econômico continua sendo o mais resiliente do mercado imobiliário brasileiro. O Minha Casa Minha Vida já representa mais de 50% dos lançamentos em diversas capitais do país, segundo dados recentes do setor. Além disso, incorporadoras seguem acelerando projetos voltados para: apartamentos compactos condomínios populares empreendimentos em cidades médias imóveis enquadrados na Faixa 4 A expectativa do setor é de continuidade no crescimento das vendas ao longo de 2026, especialmente se houver: novas reduções da Selic ampliação do crédito imobiliário estabilidade econômica controle da inflação da construção Ao mesmo tempo, especialistas alertam que construtoras precisarão equilibrar: custos crescentes velocidade de lançamentos margem operacional capacidade de entrega O mercado imobiliário brasileiro segue em expansão em 2026, impulsionado principalmente pelo Minha Casa Minha Vida e pela retomada da demanda por imóveis populares. Por outro lado, o aumento dos custos de construção e da mão de obra já começa a pressionar construtoras e pode impactar preços, prazos e parcelas de imóveis na planta nos próximos meses. Ainda assim, o setor mantém uma perspectiva positiva para o restante do ano, sustentado pelo fortalecimento do crédito habitacional e pela demanda reprimida por moradia no Brasil. Fonte: Portas.com.br / FGV Ibre / Abrainc / CBICMinha Casa Minha Vida lidera crescimento do mercado imobiliário em 2026
Construtoras estão mais confiantes em 2026
Custos de construção começam a preocupar o setor
Guerra no Oriente Médio pode impactar imóveis na planta
Mercado imobiliário segue forte no segmento econômico
O que esperar do mercado imobiliário nos próximos meses
Conclusão