14 de abril de 2026
O levantamento reforça uma mudança importante no comportamento do consumidor e indica um cenário mais favorável para a retomada das vendas ao longo do ano.
O aumento da intenção de compra reflete uma demanda que ficou represada nos últimos anos, especialmente por conta dos juros elevados e das dificuldades de financiamento.
Entre os principais destaques da pesquisa:
49% das famílias pretendem comprar um imóvel em 2026
crescimento de 5 pontos percentuais em relação a 2025
68% dos interessados querem comprar em até dois anos
Esse dado mostra que há um volume relevante de compradores em fase de decisão, o que pode impulsionar o mercado no médio prazo.
A principal razão para a compra de imóveis continua sendo o desejo de sair do aluguel.
38% querem deixar de pagar aluguel
28% compram com foco em investimento
Além disso, fatores como casamento, mudança de vida e necessidade de mais espaço seguem como gatilhos importantes para a decisão de compra.
Um dos principais destaques do estudo é o protagonismo da Geração Z no mercado imobiliário.
Entre pessoas de 21 a 28 anos:
59% pretendem comprar um imóvel
crescimento significativo em relação ao ano anterior
41% também consideram morar de aluguel
Esse comportamento mostra um perfil mais flexível, que alterna entre compra e locação conforme momento de vida e condição financeira.
Embora a intenção de locação tenha recuado levemente no geral (de 23% para 21%), o mercado de aluguel continua relevante.
Entre os entrevistados:
13% pretendem alugar, mas ainda não iniciaram busca
5% já pesquisam imóveis online
3% visitam imóveis ou imobiliárias
Além disso, o aluguel segue aquecido no curto prazo, especialmente com a alta recente dos preços de locação observada em indicadores como o FipeZap.
Regionalmente, o destaque fica para o Nordeste, que apresenta os maiores índices de interesse:
55% intenção de compra
24% intenção de locação
O Sudeste aparece na sequência, com 47% de intenção de compra, mostrando que a demanda está distribuída, mas com maior intensidade fora dos grandes centros tradicionais.
Mesmo com o crescimento da locação em alguns perfis, a cultura da casa própria segue forte no Brasil:
71% preferem comprar um imóvel
Por outro lado, entre famílias de alta renda, cresce a aceitação do aluguel como estratégia:
42% afirmam que morariam de aluguel mesmo podendo comprar
Esse comportamento está ligado a fatores como mobilidade, conveniência e planejamento financeiro.
Os dados mais recentes indicam um cenário positivo para o setor:
aumento da intenção de compra
demanda reprimida voltando ao mercado
protagonismo dos jovens compradores
locação ainda relevante, especialmente no curto prazo
Além disso, reportagens recentes do setor apontam que a melhora gradual do crédito imobiliário e possíveis quedas nos juros podem reforçar ainda mais esse movimento ao longo de 2026.
O crescimento da intenção de compra e o protagonismo dos jovens mostram que o mercado imobiliário entra em um novo ciclo, mais dinâmico e com diferentes perfis de consumidores.
Para quem pretende comprar ou investir, o cenário indica oportunidades — especialmente com um público mais ativo, maior demanda e mudanças no comportamento de consumo.
Fonte: Portas.com.br / Brain Inteligência Estratégica (abril/2026)