27 de maio de 2026
Mesmo com juros elevados e crédito mais seletivo, o mercado imobiliário brasileiro continua mostrando resiliência em 2026. A busca pela casa própria segue forte e a intenção de compra permanece em um dos maiores níveis dos últimos anos, reforçando que a demanda por imóveis continua aquecida em diversas regiões do país.
Levantamentos divulgados neste mês pela CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) e pela Brain Inteligência Estratégica mostram que quase metade dos brasileiros ainda pretende comprar um imóvel nos próximos anos — um sinal importante para incorporadoras, imobiliárias, investidores e para o próprio setor da construção civil.
Segundo a pesquisa, 49% dos brasileiros afirmam ter intenção de comprar um imóvel, índice praticamente estável em relação ao fim de 2025 e acima do registrado no mesmo período do ano passado.
O dado chama atenção porque acontece em um cenário ainda marcado por:
juros altos no financiamento imobiliário;
crédito mais restrito em alguns bancos;
aumento do custo da construção;
maior cautela financeira das famílias.
Mesmo assim, o desejo pela casa própria continua sendo prioridade para grande parte da população.
Especialistas do setor avaliam que o imóvel segue sendo visto como:
proteção patrimonial;
segurança familiar;
alternativa de investimento;
proteção contra inflação e alta do aluguel.
Outro fator que ajuda a sustentar a intenção de compra é o aumento acumulado dos aluguéis no Brasil.
Dados recentes do FipeZap mostram que os preços da locação residencial seguem subindo acima da inflação em diversas capitais brasileiras, pressionando o orçamento das famílias e incentivando a migração do aluguel para o financiamento imobiliário.
Hoje, muitos compradores enxergam a parcela do financiamento como uma alternativa mais estratégica do que continuar pagando aluguel por vários anos.
Segundo o levantamento, sair do aluguel aparece entre os principais motivos para a compra do imóvel em 2026.
O mercado também acompanha os efeitos da ampliação do Minha Casa Minha Vida, que passou por mudanças importantes neste ano.
As novas regras elevaram:
o teto de renda familiar para até R$ 13 mil;
o valor máximo dos imóveis financiáveis para até R$ 600 mil na Faixa 4.
Na prática, isso ampliou significativamente o número de famílias aptas a financiar imóveis com condições mais competitivas.
Entidades do setor estimam que milhões de brasileiros passaram a ter acesso ao programa após as mudanças anunciadas pelo governo federal.
O movimento fortalece principalmente:
imóveis econômicos;
empreendimentos de médio padrão;
lançamentos em cidades médias;
mercados regionais em expansão.
Além das capitais, cidades médias vêm ganhando protagonismo no setor imobiliário brasileiro em 2026.
Regiões do interior paulista, como Araçatuba e cidades próximas, acompanham um movimento nacional de expansão imobiliária impulsionado por:
crescimento urbano;
novos empreendimentos;
valorização regional;
busca por qualidade de vida;
avanço dos condomínios e empreendimentos mixed use.
O cenário também favorece imóveis compactos, studios e projetos voltados à renda com locação, tendência que segue crescendo em todo o país.
Mesmo com o crescimento dos apartamentos compactos e dos empreendimentos multifuncionais, as casas ainda representam a principal preferência dos compradores brasileiros.
A pesquisa mostra que:
casas de rua lideram a intenção de compra;
apartamentos seguem fortes nos grandes centros;
condomínios fechados crescem entre famílias que buscam segurança e lazer.
Já entre os mais jovens, cresce a procura por imóveis com:
melhor localização;
praticidade;
mobilidade;
potencial de renda com aluguel.
Mesmo com um ambiente econômico ainda desafiador, especialistas do setor acreditam que o mercado imobiliário continuará aquecido ao longo de 2026.
Entre os fatores que sustentam esse cenário estão:
demanda reprimida por moradia;
crescimento populacional;
déficit habitacional brasileiro;
ampliação do Minha Casa Minha Vida;
maior procura por imóveis como investimento.
A expectativa do setor é de continuidade no volume de lançamentos e vendas, principalmente em segmentos ligados à habitação econômica, imóveis compactos e empreendimentos com foco em renda e locação.
Fonte: Portas.com.br / CBIC / Brain Inteligência Estratégica