5 de março de 2026
Em fevereiro de 2025, o aumento havia sido de 0,68%, mais que o dobro da variação registrada neste ano.
Apesar disso, o mercado imobiliário segue positivo, com algumas regiões do país apresentando crescimento acima da média nacional.
O aumento médio de 0,32% em fevereiro ficou abaixo da inflação medida pelo IPCA-15, estimada em 0,84% no período.
Isso significa que, na prática, os imóveis tiveram valorização menor que o custo geral de vida naquele mês.
Ao mesmo tempo, o índice superou o IGP-M, que registrou queda de 0,73%, indicador frequentemente utilizado para reajustes de contratos de aluguel.
No acumulado dos últimos 12 meses até fevereiro de 2026, o preço médio do metro quadrado subiu 5,74%.
Esse número confirma uma redução no ritmo de valorização, já que no mesmo período de 2025 o crescimento anual era de 8,17%.
Mesmo com a desaceleração, o mercado continua com tendência positiva, impulsionado pela demanda por moradia e pelo crescimento urbano em diversas regiões.
Os dados do FipeZap mostram comportamentos diferentes conforme o tamanho do imóvel.
Em fevereiro:
Apartamentos de 1 dormitório: +0,45%
Apartamentos de 3 dormitórios: +0,02%
Isso indica que unidades menores continuam mais demandadas, especialmente por investidores e compradores que buscam imóveis mais acessíveis ou voltados à locação.
Embora a média nacional mostre desaceleração, algumas capitais registraram valorização mais forte no mês de fevereiro.
Entre as cidades com maior crescimento estão:
Belém: +2,18%
Campo Grande: +1,33%
Brasília: +1,23%
Vitória: +1,23%
Florianópolis: +1,14%
Salvador: +1,04%
Maceió: +1,04%
Fortaleza: +0,98%
Outras capitais também tiveram crescimento acima da média nacional:
Manaus (+0,85%)
Teresina (+0,49%)
Cuiabá (+0,42%)
Natal (+0,41%)
Recife (+0,38%)
São Luís (+0,38%)
Esse desempenho indica mercados regionais mais aquecidos, com forte demanda local por moradia.
Entre as capitais analisadas pelo índice FipeZap, Vitória (ES) continua liderando o ranking de preço do metro quadrado.
Top 5 cidades mais caras:
Vitória (ES) – R$ 14.429/m²
Florianópolis (SC) – R$ 13.011/m²
São Paulo (SP) – R$ 11.945/m²
Curitiba (PR) – R$ 11.569/m²
Rio de Janeiro (RJ) – R$ 10.865/m²
A desaceleração no aumento dos preços não significa queda do mercado, mas sim um ritmo mais equilibrado de valorização.
Esse cenário pode favorecer:
compradores que estavam aguardando melhores condições
investidores em busca de oportunidades
negociações mais equilibradas entre compradores e vendedores
Ao mesmo tempo, cidades com maior crescimento regional podem continuar atraindo novos investimentos imobiliários.
Fonte: Índice FipeZap / reportagem do Valor Investe (março/2026)